Caminhoneiros e sua importância para a economia (e crescimento) do Brasil

O Dia do Caminhoneiro, comemorado no Brasil em 20 de maio, teve um gosto diferente em 2018. Profissionais da categoria decidiram protestar diante da alta carga tributária sobre o preço do Diesel em estradas de todos os estados brasileiros. Essenciais para economia, os caminhoneiros movimentam 60% de toda a carga brasileira, percorrendo os 1,7 milhões de quilômetros de estradas que há em nosso país.

Praticamente tudo o que é utilizado na sociedade passa por um caminhão. O transporte de cargas no Brasil é feito por estradas, mas a profissão ainda sofre com baixos salários e preconceitos de diversos lados.

A rotina de um caminheiro inclui o transporte de cargas variadas, muitas vezes por meses seguidos. Os ganhos variam de acordo com diversas questões, como por exemplo, se o motorista é dono do seu caminhão (o motorista autônomo) ou se trabalha para uma empresa. Em muitos casos, é preciso mais do que apenas carteira de habilitação para se profissionalizar de verdade na área – a experiência com diferentes tipos de transporte e carga conta muito.

O artigo de hoje conta um pouco sobre essa profissão fundamental para o comércio do país, qual o perfil atual do caminhoneiro brasileiro, quais os setores que mais se beneficiam pela profissão e muito mais. Acompanhe.

A importância da profissão para o mercado e para a economia do Brasil

O modal ferroviário é o segundo mais utilizado para transportes de carga no Brasil. Os números chegam aos 20,7%, enquanto o aquaviário mantém 13,6% e o aéreo apenas 0,4% da movimentação do país, de acordo com os dados da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam).

Para o comércio, os caminhoneiros representam a maior responsabilidade de reabastecimento de mercadorias. A ausência desses profissionais traz reflexos sérios, principalmente nas pequenas e médias empresas, além de dificultar a prestação de serviços, como abastecimento de água, combustível e outros.

O transporte rodoviário também é um dos mais simples e eficientes. A logística exigida para sua execução depende, em sua maior parte, da existência de rodovias. Por outro lado, esse também é um dos problemas atuais enfrentados por caminhoneiros do país.

Paralisação dos caminhoneiros tem reflexos na economia

Cerca de 60% do transporte de cargas do Brasil é feito por caminhoneiros, principalmente os autônomos. Isso representa também uma boa parte de nosso Produto Interno Bruto (PIB). Se não há transporte, consequentemente não há geração e distribuição de riqueza. A economia trava. O PIB congela.

Greves causam também impactos nas exportações. É mais um número negativo para a nossa economia. As cargas não conseguem chegar aos portos, como aconteceu com o Porto de Santos, que teve que paralisar suas atividades e, consequentemente, produtos brasileiros, como a carne, deixaram de ser exportados.

Esses números representam muito para o Brasil. Por exemplo, o farelo de soja não embarcado para exportação gera uma perda de 320 mil toneladas por dia. Isso representa uma receita média de 82 milhões de dólares.

Principais problemas do setor

Mesmo com importância reconhecida por grandes empresários e comerciantes, há muito o que melhorar para os caminhoneiros. Como citamos, temos 1,7 milhões de quilômetros de estradas no Brasil, mas infelizmente apenas 12% delas é pavimentada, como mostram os dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2017.

Essa questão também representa hoje o maior risco para os profissionais da área. A falta de boas condições em nossas rodovias aumenta o número de acidentes e roubos de cargas. Roubos, aliás, que caracterizam o maior de todos os problemas e o que gera mais risco para o caminhoneiro.

Outra questão que precisa ser levada em conta é o preço do diesel. Hoje, quase 30% do preço final do combustível no Brasil são impostos, como o Cide, o ICMS e o PIS/Confins, realidade que vem a ser a maior causa da paralisação dos caminhoneiros em 2018.

Podemos ainda destacar os prazos curtos para entrega de mercadorias. Há uma pressão da empresa que contrata o profissional, fazendo com que o tempo de descanso, previsto em lei nacional, não seja obedecido. Isso também compromete o desempenho do caminhoneiro na estrada, colocando sua vida em risco, assim como aumentando muitas vezes o consumo de drogas ilícitas.

De uma forma geral, o caminhoneiro é uma das profissões mais importantes de nosso país e, infelizmente, uma das menos lembradas e que não tem as melhores condições de trabalho. O que você acha desse quadro? Assista a alguns vídeos que separamos sobre o tema e deixe seu comentário.

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